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THE PUNISHER (JUSTICEIRO) IRON STUDIOS - UNBOXING E REVIEW


    O Justiceiro sempre foi um dos meus personagens favoritos da Marvel desde que comecei a ler quadrinhos. O jeito violento, seus motivos e seus valores de justiça que vão de caminho contrário ao dos heróis convencionais, fizeram com que Frank Castle rapidamente se tornasse um dos meus personagens favoritos da Marvel, tanto é que, ele é um dos meus personagens favoritos da Marvel, perdendo apenas para o Homem-Aranha no meu favoritismo.
    Quando vi que a coleção 2017 da Iron Studios incluía uma estátua do Justiceiro, logo comecei a contar os dias para o seu lançamento, pois, estava doido par ter o Frank Castle na minha coleção de bonecos, já que, apesar de ser um personagem deveras famoso, ele não possuí muitas opções de action figure, e as poucas figuras que ele possui, ou são muito feias e de qualidade duvidosa ou muito caras, então, ter uma terceira opção que mais além de ser mais em conta, também é de ótima qualidade certamente seria uma aquisição certa para a minha coleção.
     Então, sem mais delongas, vamos dar uma conferida no boneco do Justiceiro produzido pela Iron Studios?


    A primeira coisa que achei legal é a frase escrita na parte de cima da caixa "Si vis pacem, para bellum" que é uma provérbio em latino que significa "se quer paz, prepare-se para a guerra" do autor Publius Flavius Vegetius Renatus. Uma frase que combina com a proposta do personagem, porém, nunca vi essa frase sendo utilizada em algum quadrinho do Justiceiro (se tiver, por favor me atualize). Então, sinceramente falando não vejo motivo nenhum para ela estar estampada na caixa do personagem, a não ser, para servir de curiosidade e aprendizagem (levando em conta que você vá pesquisar na internet o que isso significa).


    Assim como a maioria das caixas da Iron, a do Justiceiro também possui uma abertura com velcros na caixa, para você poder dar uma espiada na figura, porém eu realmente preciso dizer. Essa ideia da Iron Studios de tapar mais de setenta por cento do conteúdo da caixa e do boneco é uma droga! Vou exemplificar porquê eu não gosto disso através de dois exemplos:


    Ao lado da caixa do Justiceiro tenho as caixas do Batman do Frank Miller da coleção Arkham City da Play Arts Kai e do outro lado tem o Predador versão 8 bits da Neca. Ambos possuem "portinhas" presas com velcros na frente da caixa para você dar uma olhada no boneco. Tanto o Batman da Play Arts Kai quanto o Predador da Neca podem ser vistos por completo. Você consegue ver o boneco de corpo inteiro, ver todos os acessórios que acompanham o boneco, e até mesmo para os mais criteriosos, é possível ver se o boneco possuí algum defeito de fabricação, ou de pintura, graças ao fato da caixa mostrar todo o conteúdo na íntegra. Já nos bonecos da Iron, você não consegue ver nada além do rosto e parte do corpo do personagem. Não tem como você ver o que acompanha o boneco e nem se está tudo certo com o boneco e com a pintura dele. Isso atrapalha até mesmo a venda do boneco, pois, imagina a situação: A pessoa nem sabia da existência deste boneco e se depara com ele em uma loja de bonecos, porém,  a pessoa não consegue ver como ele é. Sua única referência é uma imagem photoshopada do boneco. E como se ainda não bastasse, ainda tem um espaço vazio que deveria ter um arma (vou chegar nesse detalhe daqui a pouco). Sinceramente falando, você compraria às cegas? Eu iria no mínimo ir para casa e pesquisar na internet para ver como a figura realmente é fora da caixa, fazendo com que uma compra por impulso acabe indo por água a baixo. E, eu sei que isso acontece, pois, o próprio predador 8 bits da Neca acabou entrando na minha coleção por puro simples impulso de compra após ter dado uma espiada no conteúdo da caixa.
    Sinceramente, seria mais interessante eles lançarem todos os bonecos em uma caixa normal, onde você não consegue ver nada do boneco como a Kotobukiya faz atualmente com suas figuras da Marvel/ DC e colocar a foto dele na parte de atrás do que fazer uma caixa do qual você nem sequer consegue ver todo o conteúdo dela. 


    Voltando ao boneco, este é o conteúdo da caixa dele. Creio que agora deva ser o momento de eu mencionar o motivo de estar faltando uma arma na caixa. A Iron teve a brilhante (para não dizer estúpida) ideia de vender aquela arma, que seria uma metralhador como uma "versão limitada", que na verdade não é uma versão limitada, pois, não muda nada, eles apenas tiraram a metralhadora da caixa e falaram "se vocês querem o boneco com a metralhadora, venham comprar diretamente na nossa loja". 
    Não é a primeira vez que eles fizeram isso. O Exterminador da Iron Studios também tem essa estupidez de não vir completo nas lojas que revendem seus produtos, fazendo com que você seja obrigado a ir a uma loja deles para ter o boneco completo. O problema é que nem mesmo nas Iron Studios de São Paulo eu consegui encontrar a versão do Justiceiro que vem com a metralhadora. Do que adianta eles fazerem uma edição "limitada" para te obrigar a ir na loja deles e eles não terem o produto? Por que ao invés de arrancarem os acessórios do boneco e para dizer que é uma edição limitada que esgota em menos de um mês, a Iron simplesmente não pega e faz uma versão limitada de verdade? E não era preciso muito, quer um exemplo? Lançasse uma versão com a caveira vermelha para dizer que é a versão "Thunderbolts" do Justiceiro e pronto! A Iron tem uma edição limitada de verdade do boneco. Ou, pelo menos lançasse a versão sem metralhadora em um blister de isopor sem o buraco para a metralhadora, pois, para os desavisados ou novamente aqueles que nem sabiam da existência desse boneco e encontra por acaso na loja. Acha mesmo que eles vão querer levar um boneco com um blister faltando uma arma? Alguns poderiam perguntar para algum vendedor para saber do que isso se trata, mas, certamente a maioria simplesmente vai desistir da compra por achar que o produto veio com peças faltando.


    Por fim, na parte de trás do blister de isopor temos o último acessório, que, é a base do Justiceiro, que por sinal é um bem bacana. Só é uma pena que a parte enfeitada dele fica na parte debaixo, ou seja, todo esse enfeite na base não serve para nada, já que ela fica praticamente invisível.


    Os acessórios que acompanham o boneco são compostos por uma escopeta, uma pistola solta, uma mão segurando a pistola (creio que a metralhadora também acompanhava a mão) a base, e cartuchos vazios da escopeta e a da metralhadora para enfeitar a base. Agora, não me pergunte o porquê das balas de metralhadora estarem presente se a metralhadora não está. Se for para tirar a metralhadora, não seria interessante ter tirado as balas dela também?


   Uma coisa que eu achei estranho no começo, mas depois achei bem legal foi a ideia que eles tiveram de encaixar a mão e a escopeta que vêm com o Justiceiro através de imãs, ao invés de encaixe simples de plástico, como por exemplo os acessórios intercambiáveis da Kotobukiya, evitando assim o desgaste das peças quando o boneco é desmontado, ou caso você queria trocar os acessórios de lugar. Essa foi uma excelente ideia por parte deles. Só é uma pena que o Justiceiro não tem tantas peças extras assim. 


    Agora, vamos falar um pouco da base. A Iron precisa mesmo trocar esse estilo de base encaixada deles por uma base com imã, como a Kotobukiya faz com suas estátuas. Esse estilo de encaixar a base no pé do boneco é horrendo! É difícil de encaixar, é difícil de tirar e toda a vez que você encaixa e desencaixa, não tem como não sentir um certo medo do encaixe da base acabar quebrando dento do pé do boneco.


    Outra coisa que me irrita na base de encaixe da Iron Studios é o fato do boneco nunca ficar certo nela. Um dos pés dele sempre acaba ficando mais alto que o outro, e, não é uma diferença pequena que não dá para perceber, é uma diferença gritante. 


    A diferença é tão grande que dá até para pôr metade da tesoura embaixo do pé dele, e ainda sim vai ficar um espaço sobrando. E isso não é um problema exclusivo do Justiceiro, pois, eu tenho o Batman do "Batman vs Superman: A origem da justiça" da Iron Studios e ele também sofre o mesmo problema quando é encaixado na base (só que menos gritante que o Justiceiro). O boneco fica tão estranho que eu acabo optando por não colocá-lo encaixado na base mas sim apenas em cima dela, pois, apesar de tudo, tanto o Batman quanto o Justiceiro conseguem ficar em pé sem a necessidade de estarem encaixados na base, tornando assim a base apenas um acessório mais cosmético do que uma necessidade para o boneco.
   Eu mesmo não entendo o motivo do pessoal da Iron Studios ter se dado ao trabalho de colocar imãs nas partes intercambiáveis do Justiceiro e não colocarem um simples imã na base e um pedaço de metal no pé do boneco para encaixá-lo melhor na base.


   Apesar de tudo, não tem como não ficar impressionado com a qualidade do figura ao vê-lo montado. Para os padrões de preço dele, tanto o Justiceiro quanto o restante dos produtos da Iron Studios não ficam devendo em nada para outras marcas como a Kotobukiya, que, é a queridinha dos colecionadores de estátuas ou até mesmo as estátuas da DC Collectibles, que, apesar de lindas, custam um valor consideravelmente alto se comparada a outras marcas no mercado. Geralmente qualquer outra estátua de outras marcas custam no mínimo cem reais a mais que uma das figuras padrão da Iron Studios. Isso faz com que suas estátuas da Iron Studios sejam as melhores no mercado no quesito custo benefício, pois, ele possuí um preço mais acessível, e, ao mesmo tempo possuí qualidade igual (dependendo do modelo e da coleção, até melhor) a de estátuas de marcas veteranas no mercado.



     A estátua além de impressionante é muito rica em detalhes e bastante fiel ao personagem. Fora que ele é um personagem que dá bastante destaque para deixar de exposição ao lado da coleção de quadrinhos ou dentro de um expositor junto com outros personagens. Ele é uma figura espetacular. 


    Mesmo com alguns deslizes por parte da Iron Studios, posso seguramente dizer até o presente momento, esta é de longe uma das melhores figures do Justiceiro já lançada. Mesmo com a falta de itens e a base ruim, o Justiceiro ainda é um prato cheio para os colecionadores de action figures e fãs do maior matador de bandidos dos quadrinhos da Marvel, tanto pela sua qualidade quanto pelo seu preço bem mais atrativo que o de outros bonecos nesse mesmo estilo. Em suma, vale a pena tê-lo na sua estante de action figures. 






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SHOVEL KNIGHT: TREASURE TROVE - ANÁLISE


    Se tem um jogo que está na meu top 3 de jogos favoritos desta geração e da geração anterior até o presente momento, esse jogo certamente é o Shovel Knight. Feito pela Yacht Club através do financiamento coletivo do Kickstarter, Shovel Knight é um daqueles jogos que te levam de volta para os anos 80/90 onde os jogos eram simples, divertidos e ao mesmo tempo desafiadores. A Yacht club acertou tão bem no jogo, que, rapidamente ele passou de um jogo indie feito com dinheiro de doadores para um sucesso tão grande a ponto de ser portado para praticamente todos os consoles da geração atual, ter participações especiais em outros jogos (inclusive no Yooka-Laylee) e até mesmo ganhar um próprio Amiibo e uma edição de colecionador para o Nintendo 3ds. Eu mesmo tenho as versões físicas do Playstation 4, Playstation Vita (que foi bem difícil de se encontrar, diga-se de passagem) e o Amiibo dele.


    Desde o seu lançamento, o jogo vem recebendo algumas atualizações gratuitas para todas as suas versões, que vão desde a participação especial de personagens como o Kratos ou os Battletoads (depende da onde você estiver jogando) até campanhas extras com outros personagens como  um dos chefes do jogo, o Plague Knight que ajuda mais ainda no aprofundamento da história do jogo.
 Esse mês Shovel Knight ganhou mais uma atualização gratuita para chamada de "Treasure Trove" e, essa nova atualização trouxe muitas novidades, inclusive a adição de outra campanha, desta se passando antes dos acontecimentos do modo história do Shovel Knight e tendo o Specter Knight (que também é um dos chefes do jogo) como protagonista. Além disso o jogo várias outras novidades que serão comentadas no decorrer da postagem.
    Antes de falar da nova campanha chamada "Specter of torment" vou dar um apanhado geral dos novos conteúdos adicionados no jogo.
    A primeira coisa que preciso mencionar foi a localização para o português do jogo. O engraçado que estava tão no automático explorando o conteúdo extra do jogo, que até demorei alguns minutos para reparar que o jogo estava em português.
     O jogo ganhou umas traduções bem engraçadas, utilizando algumas vezes o vocábulos famosos na
internet que são bastante utilizados hoje em dia, como por exemplo, quando você morre, aparece a mensagem "Deu ruim". Foi uma sacada bem pensada por parte de quem traduziu o jogo (de acordo com os créditos foi o Thiago Araújo). e também foi bem legal da parte da Yacht Club traduzir o jogo para vários outros idiomas na versão Treasure Trove, fazendo com que a pessoa  que mora tanto no Brasil, quanto na Rússia possa jogar o Shovel Knight e entender completamente a história sem necessitar ser obrigado a saber inglês, pois o jogo agora conta com oito idiomas diferentes.
   Além disso, a campanha do Shovel Knight agora ganhou algumas adesões que antes eram exclusivas do WiiU através do Amiibo do Shovel Knight, como o modo multiplayer local.


     O modo multiplayer local é bem divertido, para se jogar com amigos que também curtem jogos antigos estilo aventura e plataforma porém ao mesmo tempo é meio frustrante eles terem feito o modo multiplayer  para ser apenas local e não online. Imagina como seria divertido jogar Shovel Knight com pessoas ao redor do mundo todo ou até mesmo com aquele amigo que não também tem o jogo, mas não tem tempo de ir na sua casa ou vice e versa para jogar uma partida local do jogo.
Também não curti o fato da campanha multiplayer local ser apenas para a campanha do Shovel Knight, assim, deixando de lado o multiplayer nas campanhas do Plague e Specter Knights.


    A atualização também ganhou um modo onde se pode mudar o sexo dos personagens principais do jogo, fazendo com que você possa jogar com uma versão feminina Shovel Knight para resgatar uma versão feminina do Shield Knight enquanto você derrota uma versão masculina da feiticeira. Pode até parecer besteira, mas é uma tipo de besteira divertida brincar com a mudança de sexo dos personagens. E também uma boa sacada para chamar mais a atenção do público feminino, já que o jogo todo é composto por praticamente 90% de personagens homens. O modo de mudança de sexo também pode ser utilizado no modo multiplayer, assim podendo um jogador controlar um Shovel Knight masculino e o outro jogador um Shovel Knight feminino. Bem legal para quando você estiver jogando com a sua namorada ou com alguma amiga em casa.


    O único problema deste modo é que apesar de você mudar o sexo dos personagens, eles continuam sendo tratados pelo seu sexo original nas legendas e nas falas. O caso mais gritante é a Feiticeira, que mesmo quando está em sua versão masculina ainda é chamado de Feiticeira ao invés de Feiticeiro. Eu sei que é uma bobagem reclamar disso, mas realmente não consigo deixar de não reclamar de algo tão besta que eles poderiam ter colocado, mas, acabaram deixando passar.
    Com isso, a campanha do Shovel Knight ganhou uma versão bem mais divertida, fazendo com que valha a pena gastar mais 2 horinhas terminando o jogo mais uma vez para poder explorar essas mudanças divertidas e até o se divertir no modo multiplayer com um amigo.
    Agora, vamos a parte que mais interessa de Shovel Knight: Treasure Trove, a campanha do Specter Knight.


    A campanha "Specter of torment", estrelando o Specter Knight certamente é a principal novidade desta atualização. A campanha dele se passa antes da campanha principal do Shovel Knight e também antes da campanha do Plague Knight. Enquanto Shovel Knight abandona as aventuras com o desaparecimento da Shield Knight, Specter Knight é incumbido pela feiticeira de recrutar cavaleiros ajudá-la em sua dominação, em troca de recuperar a sua humanidade, pois, assim com a Shield Knight ele também foi uma vítima da torre do destino quando a magia de lá foi liberada, sendo, assim transformado no Specter Knight pela feiticeira.


    Ao contrário da Campanha do Plague Knight, no qual houve poucas mudanças nas fases (a maioria foi apenas adaptada para que o Plague Knight pudesse de locomover nela) e a adesão de alguns cenários, as fases do Specter Knight foram completamente reformuladas fazendo com que você não fique com aquela impressão de que você está jogando o mesmo jogo só que com um personagem diferente, que é o que acontecia quando jogava a campanha do Plague Knight. As fases estão completamente diferentes, as músicas são versões remixadas das músicas originais das fases do Shovel Knight e modo de locomoção nas fases do personagem também foram modificadas, O esquema de mapa de fases estilo "Super Mario bros 3" foram eliminadas na campanha do Specter Knight, ou seja, desta vez você escolhe a ordem que quer jogar as fases, pois, todas elas estão abertas e na descrição das fases mostra qual chefe está na fase, podendo assim você escolhe onde quer ir primeiro. Em suma, o esquema de fases dele ficou um estilo mais parecido com os jogos da série Mega man.


    Os chefes também tiveram mudanças na nova campanha. Algumas batalhas os chefes mudam os padrões de ataques ou ganham ataques novos e em outros chefes as batalhas são completamente diferentes, deixando o jogo mais desafiador, pois, desta vez você não sabe o que esperar dos chefes de fases. Um exemplo bacana é o Black Knight, que, na versão Specter of Torment ganhou uma montaria chamado de "Terrorisco", que é uma mistura bizarra de cavalo, rinoceronte e tartaruga.
Além disso, a campanha do Specter Knight também possuí seus chefes próprios, incluindo o chefe final.
    Também foram adicionados alguns inimigos novos nas fases da campanha do Specter Knight, algo, que, juntamente com o design completamente remodelado das fases ajudou bastante a diferenciar ainda mais sua campanha da dos outros dois personagens.


   A jogabilidade com o Specter Knight é muito divertida e gostosa e fácil de se pegar para jogar. Enfrentar inimigos com ele ficou muito mais fácil do que com os outros dois personagens, pois os golpes de sua foice são poderosos e precisos. Sua movimentação e golpes (e até mesmo o estilo do Specter Knight) lembram bastante de jogos de antigos de Ninja, principalmente pelo fato dele conseguir correr pelas paredes e pelos seus ataques de foice quando ele está ar, onde ele ataca diagonalmente para cima ou para baixo, dependendo da posição do inimigo. Esse ataque no ar dele também é utilizado para poder atravessar certas partes das fases onde é necessário utilizá-lo para pular certas plataformas. Esse ataque é uma ótima ferramenta de ataque para enfrentar os chefes ou inimigos que estão a uma longa distância em cima ou embaixo do Specter. Porém, ao mesmo tempo que ele é uma mão na roda, também pode acabar fazendo com que você morra acidentalmente, pois, você não consegue escolher a direção do seu ataque. Quando ele está por acima do inimigo o corte em diagonal vai ser para baixo, e quando está abaixo do inimigo seu ataque vai para cima. Se você não souber bem o momento certo de utilizá-lo, você poderá morrer de besteira em partes que os inimigos estão amontoados no ar ou atacando inimigos que estão muito perto de um precipício. O mesmo problema pode acontecer com a sua habilidade de correr na parede, pois se ele encostar na parede, automaticamente ele começa a correr por ela e depois da um pulinho para trás. As vezes você tem um precipício atrás, e, você quer pular para cima de uma plataforma, mas, se ele acabar encostando na quina da plataforma ou em alguma parede, ele automaticamente vai subir ela e pular para trás, fazendo com que você caia no precipício. Essas habilidades do Specter Knight podem causar muitas mortes acidentais se você não se policiar na hora dos pulos e no momento certo de usar seus ataques aéreos.
   Fora isso, o Specter Knight também pode surfar em sua foice em alguns momentos do game para alcançar certos lugares ou para enfrentar um dos chefes do jogo. No geral não serve para nada, mas, diga-se de passagem é muito divertido ficar surfando e fazendo manobras em cima de uma foice. 


   Assim como o Shovel e o Plague, o Specter também possuí  itens especiais e melhorias em sua armadura que podem ser adquiridas no decorrer do jogo ou compradas na torre do destino antes de entrar em alguma fase utilizando dinheiro ou caveiras vermelhas que você coleta no decorrer das fases. Os itens que o Specter Knight possuem são chamados de "caprichos", e,  ao contrário dos itens dos outros personagens, os itens do Specter podem ser melhorados, fazendo com que seus caprichos possam dar mais dano nos inimigos ou fazer com que seus efeitos durem mais.
   Uma coisa interessante de se mencionar sobre os caprichos é que o comando para utilizá-los foi modificado na campanha do Specter. Nas outras campanhas o comando é para cima e quadrado para utilizar o item, já, jogando como Specter Knight o comando foi mudado para apenas apertar o botão triângulo. Pessoalmente falando eu achei melhor trocarem o comando, porém também tenho que dizer que após jogar duas campanhas utilizando para cima e quadrado, foi meio difícil me acostumar a apertar o triângulo para utilizar os itens do Specter.


   Apesar de ainda não ser melhor que a campanha do Shovel Knight nos quesitos fases, diversão e desafio, certamente a campanha do Specter Knight é muito melhor que a do Shovel Knight no quesito história. Eles exploram muito bem o personagem e fazem um ótimo uso de fases flashbacks que acontecem entre as fases da sua campanha para mostrar vida, quando ao invés de ser o Specter Knight ele era chamado de Donovan e também através das fases flashbacks vemos como ele acabou se tornando um dos cavaleiros da Ordem Inclemente.
    O interessante da história do Specter Knight é que ele é mostrado como uma vítima da feiticeira e que em momento algum ele está de acordo com os planos dela, ele só está fazendo o que faz para poder tentar recuperar a sua humanidade que foi roubada pela feiticeira, e, ao mesmo tempo para manter uma promessa que ele havia feito a seu melhor amigo chamado Luan, que, morreu na Torre do destino. Por esses motivos ele acaba sendo forçado a servir ela, como um dos seus cavaleiros da Ordem Inclemente.
   No decorrer da história você acaba vendo ele não apenas como um vilão malvado da Ordem Inclemente, e, no final da história não tem como você criar uma certa empatia com personagem, pois, você entende que ele acabou se tornando o que se tornou para poder manter a promessa que ele fez para o seu melhor amigo. 


    O principal problema da campanha Specter of torment na minha opinião é que ela é muito fácil que dos outros personagens. Specter Knight tem golpes e magias e armaduras muito melhores, muito mais poderosas  e até mesmo muito mais roubadas que os outros personagens. Seus ataques normais e seus itens fazem com que a maioria das fases e das batalhas contra os chefes acabem ficando extremamente fáceis, principalmente se você upar seus caprichos. Ele até mesmo possuí armaduras que te impedem de morrer na hora caso você caia em um buraco ou em espinhos, fazendo com que você perca apenas uma parte de sua vida e sua magia. Mesmo jogando no New game +, que, possuí uma dificuldade bem mais alta e menos checkpoints, você não terá tanta dificuldade assim para lidar com os inimigos e os chefes do jogo. É mais fácil você morrer caindo em um precipício ou caindo em espinhos de bobeira do que morrer tomando dano dos inimigos e dos chefes.
    Em suma, ele é um tanto quanto poderoso demais, se, comparado com o Shovel Knight e o Plague Knight e isso acaba que fazendo com que ele perca um pouco do charme desafiador que as duas outras campanhas possuem. 


    A campanha do Specter Knight também é curta, dependendo do nível da habilidade do jogador dá para terminar em menos de cinco horas na primeira jogatina e depois quando você já pega o esquema das fases, em menos de uma hora e meia você consegue zerar o jogo. Se você for pegar os coletáveis , comprar e upar todos os caprichos, encontrar todas as caveiras e fazer alguns desafios secundários dentro do jogo, como um desafio de corrida para ver quem consegue escalar até o topo da torre ou uma série de objetivos extras como achar a sala secreta do Specter Knight dá para estender o jogo para até umas dez horas de jogo facilmente.
   Specter Knight também tem seu próprio modo desafio que é desbloqueado quando você termina o jogo com ele. Esse modo também adiciona mais uma ou duas horas de jogo, pois, completar todos os desafios dele não é uma tarefa tão fácil quanto aparenta ser.
     Infelizmente ele não possuí muitas missões paralelas como o Shovel e o Plague Knights possuem em suas respectivas campanhas, mas mesmo assim o conteúdo da campanha do Specter Knight não deixa a desejar.


    Certamente o Shovel Knight: Treasure Trove é não é somente uma atualização, com um ou outro conteúdo a mais, mas sim uma nova experiência tanto para quem já jogou quanto para quem ainda vai jogar. E o melhor de tudo é que tudo isso veio de graça para quem já tem o jogo (para quem não tem, o jogo sofreu um reajuste no seu valor, ficando um pouco mais caro), mostrando que Yacht Club está mais interessada em agradar os seus consumidores e o pessoal que ajudou eles no Kickstarter do que em ganhar dinheiro em cima do jogo vendendo esse conteúdo como DLC separada, para ganhar um dinheiro a mais, como praticamente todo mundo faz hoje em dia. E olha que se eles quisessem, poderiam fazer isso sim,  porque o jogo já está bem famoso e já tem uma base de fãs ao redor do mundo que certamente pagariam um valor a mais para comprar esse conteúdo.
    Shovel Knight: Treasure Trove é um jogo obrigatório para todos fãs dos bons e velhos jogos de aventura 2D da época dos 8 e 16 bits ou para jogadores que nasceram ou jogam video games desde os anos 80/90. Além de ser um ótimo jogo, ele é um dos poucos jogos nesse estilo retrô que realmente te faz sentir aquele sentimento  nostálgico de estar de volta a infância, onde você chegava em casa depois da escola e ficava o dia inteiro jogando video game, em uma época em que os jogos eram simples, divertidos e desafiadores, e, só pelo fato dele resgatar essa sensação em uma época onde gráficos reinam, já faz com que ele seja um jogo que vale a pena ser jogado. Agora some isso a uma ótima trilha sonora, ótima jogabilidade, três campanhas diferentes, modo multiplayer, personagens carismáticos e pronto! Temos um jogo que é uma experiência obrigatória para fãs de jogos de retrô. 

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TEMOS QUE FALAR SOBRE THIRTEEN REASONS WHY


    Quando vemos um livro com uma temática Infanto Juvenil o que pensamos? Magos, poderes e aventuras fantásticas, semideuses que curtem Led Zepellin, viajantes do tempo ou simplesmente a garota que quer namorar o rapaz mais cobiçado da escola e faz de tudo para conseguir esse objetivo?
 Certamente dentre várias opções, duvido que uma delas seria sobre uma garota que passou por tantos problemas a ponto da personagem entrar em um estado de depressão tão profundo a ponto de achar que a única opção viável para ela é o suicídio.
    Creio que por fugir desta temática mais imaginária, e abordar mais a verdadeira realidade de um adolescente nos dias de hoje os "13 porquês" (thirteen reasons why) que, foi lançado em 2007, atualmente ganhou uma notoriedade tão grande, graças aos problemas relacionados a bullying, hoje em dia que chegou ao ponto de ganhar uma própria série abordando os motivos da adolescente Hannah tirar a sua própria vida.
    Infelizmente ainda não li o livro que foi escrito por Jay Asher e publicado no Brasil pela Editora Ática. Porém, eu já tenho ele na minha coleção, e irei lê-lo em breve. Por isso ficarei apenas focado na série, pois, pelo que sei existem algumas diferenças, mas como não sei quais são, é melhor não tentar falar do livro para não falar besteira.
 

    A série aborda a história de vida de Hannah Baker, uma adolescente americana normal que vai para escola, trabalha meio período no cinema e se muda para um novo bairro, fazendo com que ela tenha que mudar de escola e é nessa nova escola que seus problemas começam.
   A partir do novo recomeço em sua vida, Hannah começa a passar por problemas comuns para muitas pessoas em sua adolescência, como bullying, pessoas aproveitadoras, pessoas invejosas, problemas com os pais e dai em diante as coisas só pioram, fazendo com que Hannah aos poucos passe de um estado emocional de tristeza para depressão, até que, por fim tire a sua própria vida.        
    Antes de se suicidar ela grava em fitas os treze motivos que levaram ela a tirar a sua própria vida para que fossem entregues aos responsáveis por tê-la influenciado a fazer isso. E quando suas fitas caem nas mãos de Clay Jensen através de seu amigo Tony, ele descobre que também tem o seu nome citado em uma das gravações feitas por Hannah. Assim através de Clay, a história dos seus treze motivos para Hannah tirar a sua própria vida começam a serem revelados.
    Quando Clay Jensen começa a ouvir suas fitas, e começa a entender seu ponto de vista, ele começa a se questionar sobre o que poderia ter sido feito para evitar que Hannah cometesse suicídio, e é a partir deste momento que você também começa a se perguntar isso.
Enquanto isso ele tem que lidar com os seus próprios demônios, afinal, Clay também não é a pessoa mais querida da escola, e também tem seus próprios problemas psicológicos (tem até um certo momento que é citado que ele chegou a tomar remédios para seus problemas). E, quando ele recebe as fitas de Hannah vemos que seu mundo também começa a desabar de vez, pois enquanto ouve as fitas de Hannah, Clay não consegue simplesmente deixar de lado tudo o fizeram com ela e começa a confrontar os outros personagens que também são citados nas fitas Hannah como catalisadores para o seu suicídio, perguntando o motivo de terem feito o que fizeram com Hannah e é ai que vemos que enquanto alguns personagens entendem o que fizeram e estão chateados, alguns que sabem o que fizeram e não estão nem ai, e aqueles que não imaginaram o que fizeram seria algo tão grave a ponto de servir de catalisador para o suicídio de Hannah. E isso também nos faz pensar sobre como devemos falar ou agir com as pessoas, pois, muitas vezes algo que consideramos uma bobagem, nas cabeça de outra pessoa pode significar algo bem maior.


    Um dos motivos que eu diria que vale a pena dar uma chance para a série, certamente é sobre o assunto tratado, que é bullying, como dito anteriormente, porém ele não é o tipo "tradicional" de bullying e que aparece muito em séries adolescentes que muitos de nós conhecemos, que, consiste em xingar, bater e humilhar e alcança outros patamares bem mais sombrios, tão sombrios que você realmente chega a pensar se existe algum limite para a maldade humana. Além disso ele também aborda muitos outros temas que estão presentes no cotidiano não só dos adolescentes, mas também de muitos adultos, como alcoolismo, uso de drogas, adolescentes com acesso a armas de fogo, culpa por ter feito ou ter deixado de fazer algo, assédio sexual, invasão de privacidade e até mesmo homossexualismo na adolescência. Alguns são abordados de uma forma sútil, outros não! Eles são praticamente jogados na sua cara, para que você possa entender a real gravidade do problema.
   Ver o que acontece com Hannah Baker no decorrer dos episódios também faz com que você veja que a depressão não é simplesmente "frescura" ou "falta de Deus no coração" mas sim que ele é um problema grave em nossa sociedade atual e que a pessoa precisa de ajuda, sim! E que suicídio não é apenas uma forma de alguém querer chamar a atenção porque quer que o mundo gire ao seu redor, muito pelo contrário.
    Para quem não assistiu ou começou a assistir agora no princípio não tem como você se questionar e achar que boa parte dos motivos de Hannah se matarem podem até ser considerados "banais". Muitos vão dizer, "Ah eu já fui xingado, já apanhei e bla bla bla na escola e nunca quis me matar" ou "os jovens de hoje são muito frescos e bla bla bla" porém o que realmente precisamos fazer é entender que os jovens de hoje não são os jovens dos anos 90/80 ou 70, que vivemos uma realidade e eles hoje vivem outra completamente diferente, e, quando paramos para refletir sobre a história da Hannah Baker, podemos entender que as vezes ser xingado, excluído ou apanhar de alguém na escola não é nem de perto a pior coisa que pode acontecer na vida de um adolescente que nasceu nos anos 2000.
   A série começa mostrando isso através de algumas situações cotidianas consideradas bobas por muitos, como desfazer uma amizade, ser taxado de uma coisa que você não é por causa de brincadeiras maldosas e até mesmo a falta de atenção ou de um elogio. Para alguns é assim e, que a vida segue, mas, para certas pessoas perder um amigo porque ele perdeu o interesse de andar com você  ou por ter achado amigos melhores, ou até mesmo não receber um elogio de alguém pode ser sim o fim do mundo para alguém que se encontra no mesmo estado emocional da Hannah Baker.
    Conforme os episódios vão passando, vemos que o buraco pode e vai ficar sim ainda mais fundo, pois o bullying começa a sair do ambiente escolar e começa a invadir sua vida pessoal e a sua casa e por fim a sua intimidade.
   Ver uma série abordar isso de uma forma tão verdadeira realmente faz com que você abra os olhos e talvez até comece a enxergar as coisas por um ângulo diferente e quando digo isso, eu incluo ambos os lados da história, o agressor e o agredido.
   Um ponto bastante interessante na série que pode ser utilizado de exemplo para o que eu disse acima é que ela não mostra apenas o ponto de vista da pessoa agredida, mas também do agressor como é o caso de Justin Foley, que é um dos catalisadores da morte de Hannah. Geralmente sempre vemos o agressor como o cara errado, malvado que faz isso sem motivo nenhum, mas através da série, podemos ver o lado diferente do agressor. Já parou para pensar o que acontece na vida dele fora da escola? Já pensou como é sua relação com a sua família ou o que ele passa em casa ou que tipo de abusos ele tem que lidar fora do ambiente escolar? Já parou para pensar que ele faz o bullying que ele pratica com os outros seja apenas o reflexo do que ele sofre dentro casa? ou talvez apenas uma válvula de escape de alguém que realmente tem problemas muito maiores que outras pessoas, mas não sabe como lidar com isso? Bem, isso também é tratado durante seus treze episódios, e isso realmente te faz pensar, pois, nunca vemos o que acontece na vida do agressor, nos apenas os julgamos, mas nunca paramos para ouvi-lo, e isso é uma das sacadas mais interessantes da série.


    Também temos sua namorada uma garota chamada Jessica Davis que ao longo da série se torna viciada em bebidas alcoólicas primeiro para poder ser considerada descolada nas festas e depois para esquecer os seus problemas e através disso seu vício vai se tornando cada vez maior a ponto dela esconder no seu várias garrafas de bebidas cheias para poder simplesmente deixar de pensar em seus problemas, nas suas brigas com o seu namorado. No decorrer da série vemos como seu vício em bebidas a levou a uma das piores situações que uma mulher pode passar em toda a sua vida, que é ser abusada sexualmente por um de seus "amigos" enquanto estava bêbada.
     Outra coisa preocupante que é abordado no seriado e que acontece muito é outro tipo de depressão que também surge através do bullying, mas um tipo de depressão mais destrutiva, como é o caso de Tyler Down que constantemente sofre bullying dos atletas da escola e é rejeitado pelos outros por ser considerado enxerido, fazendo com que o seu ódio começa a se tornar destrutivo a ponto dele começar a comprar armas e munições ilegais e esconder dentro de sua casa. Para que ele vai usar isso? Certamente não vai ser para algo bom.



    Provavelmente você que não assistiu a série, e, está lendo esta postagem vai se perguntar: E onde estão os pais deles? Sim, a série também aborda sobre isso  nos relatos de Hannah. Muitos pais as vezes estão preocupados com outros problemas
como trabalho e pagar as contas ou assistir televisão que não notam algumas mudanças no comportamento de seus filhos, e em muitos casos os próprios filhos tentam não mostrar seu estado emocional para os pais, como pode ser visto com Hannah, independente do estado emocional dela, ela sempre fingia estar bem na frente deles e nunca tentou se abrir com eles, por medo ou talvez por vergonha de se abrir com seus pais, pois, afinal, que adolescente tem coragem de se abrir e contar os seus problemas para os seus pais? E os poucos que conseguem fazer isso muitas vezes acabam com respostas rasas como "isso é só uma fase" ou até "você precisa ir para a igreja" posso dizer isso por experiência própria (não que eu seja depressivo ou suicida, mas já tive meus momentos de tristeza e angústia como todo o ser humano que vive neste planeta)! Infelizmente isso também não é culpa dos pais, pois eles nasceram e foram educados de forma diferente dos adolescentes de hoje e muitas vezes não sabem como lidar com problemas que eles não tiveram na sua adolescência.
    O mesmo ocorre quando ela tenta pedir ajuda para um conselheiro na escola dizendo que estava cansada da vida queria acabar com tudo e ele trata Hannah como se ela  estivesse apenas falando besteiras de adolescente e passando por uma fase, tanto é que ele diz para ela simplesmente seguir a vida dela, acabando assim com a sua única chance de querer viver.


   Quando você chega ao final da série, e, por fim entende todo o ponto de vista de Hannah Baker não tem como você parar e refletir um pouco sobre todo os problemas apresentado no decorrer dos treze episódios e começar a pensar pelo ponto de vista dela. A série te faz ver pouco a pouco o que a falta de amigos, de atenção, de espaço ou até mesmo de privacidade e abusos pode fazer com uma pessoa.     Muitos acham que ela teve sim motivos para se matar e outros acham que não houve tantos motivos assim para ela se matar, e, esse sentimento que a série deixa quando você termina de assistir que a torna a tão genial, pois existe um debate sobre um assunto praticamente esquecido pela sociedade, mas que não deveria ser, afinal, são cerca de oitocentas mil pessoas que cometem suicídio por ano no mundo inteiro! Um número desses não pode simplesmente ser ignorado. E graças a série, agora podemos ter uma noção do quanto uma pessoa que resolve se matar pode estar sofrendo. Na minha opinião "Thirteen Reasons Why" é uma das poucas séries que realmente podem acrescentar algo na sua vida, independente de você hoje ser pai, mãe ou filho.
   Mesmo tendo  um ritmo digamos lento no início, no decorrer dos episódios, ela consegue te prender, fazendo com que você queira assistir o próximo episódio o mais rápido possível, eu sei por experiência própria, pois os primeiros episódios são bem lentos e demoram para serem desenvolvidos, mas quando ela pega o ritmo você provavelmente só vai conseguir parar de assistir quando a série acabar.


    Apesar de satisfatório, o final da série deixou muitas dúvidas em aberto episódios inclusive se tratando do destino de personagens como Alex Standall ou Tyler Down, que foi citado acima, fazendo com que muitos especulem (inclusive o autor dos livros) de que provavelmente poderá haver uma segunda temporada de Thirteen Reasons Why. Pessoalmente falando eu torço para que não haja uma segunda temporada, mesmo com as várias perguntas que a série deixou no final, pois, muito provavelmente uma segunda temporada apenas estragaria toda a mensagem que a primeira temporada passou. Posso até me enganar e queimar a minha língua futuramente, caso esses boatos de segunda temporada realmente acontecem, mas eu pessoalmente não me arriscaria em tentar uma segunda temporada nem mesmo como continuação e nem mesmo com um novo elenco, eu simplesmente a deixaria morrer em paz.
    Eu diria que vale a pena sim dar uma conferida na série, pois como eu disse anteriormente ela é uma das poucas séries que assisti até hoje que realmente tem o poder de acrescentar algo em sua vida e talvez até ajudá-lo a ver o mundo de uma forma diferente. E, como são apenas treze episódios, dá para fazer uma maratona em apenas um final de semana sem problemas. Em suma, é uma série que vale a pena a experiência!


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RESIDENT EVIL FUNKO POP - REVIEW DA COLEÇÃO


    Acho que não é novidade nenhuma para quem acompanha o blog, que, este ano faz sete anos que eu sou fã de carteirinha de Resident Evil desde a primeira vez que joguei Resident Evil 2 no Nintendo 64 em meados dos anos 2001. Foi paixão a primeira vista e certamente, mesmo com seus altos e baixos ela ainda é minha franquia favorita de games até hoje. 
    Quando a Funko anunciou que iria lançar uma coleção dos bonecos da franquia Resident Evil era óbvio que não iria deixar essa coleção passar em branco, ainda mais porque melhor que Resident Evil e bonecos da Funko Pops são bonecos do Resident Evil da Funko Pop!
    Demorou alguns meses desde o lançamento para conseguir completar a coleção por causa de alguns exclusivos, porém, agora que consegui completar a coleção. Mas, agora que a coleção está completa, que tal darmos uma olhada melhor em cada boneco da coleção, para você decidir se vale a pena ter todos em sua coleção ou apenas alguns específicos, hein?
    E, como dizem, primeiro as damas:

JILL VALENTINE


   Jill Valentine certamente estaria entre os lançamentos da coleção, afinal ela não só é uma das personagens mais famosas da franquia, como também é a personagem favorita da maioria dos jogadores de Resident Evil. 


   O visual da Jill nessa figura foi baseado no primeiro jogo, onde ela está vestida de policial da S.T.A.R.S. Pessoalmente falando eu gostaria mais que o visual dela fosse o do Resident Evil 3, mas não tem como negar que ela ficou linda com o visual de policial.


   Os detalhes na figura também ficaram ótimos! desde os detalhes nas bolsas, no coturno e até o relógio na mão dela, tudo ficou bonitinho! o único detalhe que realmente ficou faltando na sua roupa foi o brasão da S.T.A.R.S em sua manga. Porém, se levarmos em consideração o tamanho dela, não acho que ficaria legal esse brasão estampado ali, pois ficaria mais para um borrão do que um brasão.


    O mesmo vale para o detalhe da S.T.A.R.S em sua boina! Está tudo perfeitinho e no seu devido lugar. 


    Assim como todas as atuais personagens femininas da Funko, Jill Valentine também acompanha uma base para que ela possa ficar de pé, porém, ao contrário da maioria das personagens femininas Jill consegue ficar de pé sem ajuda da base (como pode ser visto na primeira foto). Pelo menos no meu caso não tive dificuldade alguma de deixá-la de pé.


     Jill Valentine ficou elegante, e como única mulher da coleção, certamente ela representou bem! Até mesmo a posição que a personagem está remete a posição que ela fica no jogo em algumas cutscenes ou caso você fique parado muito tempo com ela. E isso, apesar de poder parecer besteira é uma ótima sacada para os jogadores de Resident Evil.

LEON SCOTT KENNEDY


     Que mané Chris Redfield o quê! Quem manda em Resident Evil é o Leon, afinal, o cara consegue sobreviver a vários desastres zumbis sem despentear sua franja.


    Tenho que admitir que quando vi o Leon com o visual de Resident Evil 4 estranhei logo de cara, pois achei que assim como a Jill ele estaria com o seu visual clássico de policial de Raccoon City, mas depois me toquei de um detalhe crucial: Leon no Resident Evil 4 é de longe melhor que o de Resident Evil 2, isso sem contar que o Resident Evil 4 fez de longe mais sucesso que o Resident Evil 2 (e com certeza mais dinheiro também), então, pensando por esse lado, faz todo o sentido optarem pelo visual do Resident Evil 4 para o Leon.


   Assim como a Jill, o Leon também é bastante detalhado, principalmente nos detalhes da sua jaqueta! Não posso dizer que ele esteja mais detalhado que a Jill, pois, a maio parte da sua roupa é preta, enquanto a da Jill possui vários detalhezinhos de outras cores, que fazem com que seu detalhamento seja maior que a do Leon, mas, ele não fica tão atrás assim dela.


    A jaqueta do Leon realmente me impressionou muito nos seus detalhes! O mesmo pode se dizer do seu cabelo!


   A única coisa do meu Leon que realmente ficou estranho foi esse olho desnivelado (porque foi pintado errado). A primeira vista não tinha percebido, mas depois de dar uma olhada melhor dá para ver que o olho direito está pintado fora da área circular onde deveria ficar o olho. Apesar de não ser algo tão gritante assim é difícil parar de reparar nesse detalhe dele depois que você percebe que ele está lá. E novamente isso acontece por causa da falta de um controle de qualidade por parte da Funko.


     No Geral o Leon Scott Kennedy ficou muito estiloso e Badass com essa jaqueta e essa escopeta. Pessoalmente eu gostei muito mais dele do que da Jill. Foi uma boa escolha do pessoal da Funko ter optado pelo Leon para representar o personagem do sexo masculino na coleção.

LICKER


    Como eu havia dito, Resident Evil 2 foi o primeiro jogo da franquia que eu joguei, e foi esse carinha ai de cima que fez eu ter meu primeiro cagaço na franquia Resident Evil.


     O que dizer do Licker além de que ele ficou muito fofinho? Sério, a Funko conseguiu transformar um monstro horrendo e nojento e um monstrinho fofinho que lembra até um cachorrinho com a língua de fora esperando para te lamber todo, ao invés de te retalhar todo.


   Licker tem uns detalhes legais na sua espinha na parte de trás, claro que não é nada de extraordinário. e os outros detalhes não são nada demais,  pois ele não é lá tão diferente nos outros detalhes do que o Colossal Titan, por exemplo, que por final lembra muito ele no acabamento e cores.


Não tem como não se apaixonar por essa pequena monstruosidade.


     Não tem muito o que dizer do Licker. Ele bem legal e muito bonitinho, mas, no geral não é nada demais. Na minha opinião ele é o mais sem graça de todos, porém, ao mesmo tempo que ele é sem graça ele é de longe o mais bonitinho de todos, o que é estranho, diga-se de passagem.

TYRANT


    Tyrant possui duas versões, uma exclusiva da Hot Topic, que é essa que eu possuo e outra exclusiva da Target que tem como diferencial o fato de brilhar no escuro. A versão da Hot Topic é a mais comum e mais fácil de achar e mais barato (quando digo barato, quero dizer, menos caro que a versão da Target). O mais legal dele é que o Tyrant é um daqueles modelos gigantes da Funko chamado de Super Sized.


    Ao contrário do Licker que ficou bonitinho, o Tyrant ficou amedrontador e malvado. Mesmo estando na sua versão fofinha e cabeçuda, o Tyrant mostra que ainda consegue ser tão malvado quanto o Tyrant original.


    Basta olhar mais perto que dá para ver que o Tyrant não está para brincadeira. Ele também impressiona bastante nos detalhes em seu corpo e no rosto. Pessoalmente, eu curti demais os detalhes do seus dentes. 


     O corpo dele é todo cheio de veias, e os detalhes da veia destacam ainda mais o corpo dele. Isso sem contar a parte escura do corpo dele onde fica sua mão com garras que ficou cheio de detalhes que o deixam com uma aparência bem nojenta.  


Tyrant tem uma bundinha sexy, não tem?


     Comparando com a Jill podemos ver a diferença de tamanho dele para um Funko pop Normal. Ele simplesmente ficou onipotente com esse tamanho! 


    Tyrant é um dos melhores bonecos da coleção Resident Evil e muito provavelmente também é um dos melhores bonecos Super Sized da Funko Pop que eu já vi até hoje. A versão Pop dele não deixou exatamente nó ada a desejar. A minha única reclamação foi não ter comprado a versão da Target que brilha no escuro. Imagina scomo seria legal dormir no seu quarto escuro com esse monstrão brilhando! 

NEMESIS


   Já vou dizendo logo de cara que o Nemesis é de longe meu personagem favorito da franquia Resident Evil! Nada de Jill, Chris, Claire, Leon, Wesker ou Ethan (será que existem alguém no mundo que tenha o Ethan Winters como personagem favorito de Resident Evil?). Nemesis é o meu favorito da Franquia, logo seria difícil de não dizer que o boneco dele é o meu favorito da coleção! 


    Gosto tanto do Nemesis que eu até tenho DOIS bonecos dele na minha coleção. E, sim, ele é o único Pop repetido que tenho na minha coleção, caso você esteja se perguntando (isso até a Funko lançar um Pop do Tio Patinhas).


    Nemesis é o boneco mais meio termo da coleção, pois ele ficou bonitinho, mas não a ponto de ser fofinho como o Licker e ao mesmo tempo ficou assustador e ameaçador pra caramba, claro que não tão ameaçador quanto o Tyrant, mas, também não deixa a desejar.



    Os detalhes do seu rosto ficaram muito fiéis ao personagem original em si que daria até para dizer que se não fosse o cabeção ele não seria um Funko Pop. O corpo dele também é muito detalhado e aquela bazuca que ele está segurando deu o toque final ao boneco! Melhor que isso só seria se a bazuca fosse removível.  


    Eu curti muito os detalhes da cabeça dele, como os detalhes da gengiva, os dentes pontudos, olho e os grampos presos na cabeça dele.


    Seu corpo também é bem detalhado, apesar da sua cor predominante ser preta, existem vários detalhes de dobras nas roupas e outros detalhes como as presilhas das roupas que o deixam ainda mais legal.  


    Como dito no começo, o Nemesis é o meu boneco favorito da coleção, e mesmo que ele não fosse, tê-lo na coleção é algo obrigatório para os fãs de Resident Evil e de Funko Pop.
    A única coisa que me chateou com o Nemesis foi o seu tamanho. Apesar dele não ser gigante como o Tyrant ele é um pouco maior que um Pop normal, entrando na mesma escala de tamanho diferenciado, como a de outros Pops como o Cthulhu e a Fera da Bela e a Fera, que são um pouco maiores que os convencionais, mas ainda sim são vendidos como tamanho padrão. Mesmo ele sendo um pouco maior que a Jill e o leon, ainda assim o fato dele não ter o tamanho do Tyrant me chateou um pouco. Tudo bem que no jogo ele não é do tamanho do Tyrant, porém o próximo boneco também não é do tamanho do Tyrant, mas, mesmo assim ganhou uma versão gigante.

HUNTER


   Exclusivo da Gamestop, o Hunter foi de longe o mais difícil de conseguir entre todos os seis bonecos, pois, apesar de ser um lançamento o fato da sua "baixa" popularidade dele somado ao fato dele ser gigante e exclusivo da Gamestop, fazendo com que ele seja bem mais caro que os Pops convencionais fez com que poucas unidades aparecessem para venda por aqui até o presente momento desta postagem, e, as poucas que apareciam custavam mais do que o Tyrant.


    Eu estava muito curioso para tê-lo em mãos, pois, vi muitos comentários de pessoas em grupos de Funko Pop falando que o Hunter era sem graça e que não valia a pena ter ele na coleção. Por isso eu queria realmente dar uma boa olhada nele e ver se era mesmo verdade o que diziam do pobre Hunter.    Agora que eu tenho um Hunter na coleção, eu posso afirmar sem sombra de duvidas que eu discordo de todo mundo que falou mal do Hunter, porque, ele também é de longe um dos personagens mais legais da coleção.


    O Hunter também entrou para a lista de "monstros que deveriam ser nojentos e horrendos, mas, que ficaram fofinhos demais nas mãos da Funko a ponto de você querer dormir abraçado com eles". Mesmo não tendo uma expressão tão amigável como o Licker, o Hunter acaba sim sendo fofinho, mesmo que de um jeito um tanto quanto amedrontador.


    Eu achei que o Hunter é o boneco mais detalhado da coleção juntamente com o Tyrant. Na verdade até diria que ele é mais detalhado que o próprio Tyrant, especialmente por causa dos detalhes nas cores das suas escamas e garras.


    Basta dar uma olhada mais de perto no corpo dele e nas suas garras que dá para perceber como o corpo dele tem uma riqueza de detalhes na pintura e um acabamento excelente na pintura, tanto nas escamas quanto em suas garras.


   Uma das coisas que não curti muito no Hunter foi o fato dele ser um boneco montado quando foi fabricado, pois, dá para ver que seus braços e pés foram colados no corpo, diferente dos outros que já vem o modelo todo pronto. Isso deixou ele com aquelas marcas de articulações no corpo do boneco, o que é um pouco estranho quando você olha para suas mãos e pés, pois, realmente parecem ser articulados. Tudo bem que o Tyrant também tem essas marcas de articulações em seus braços, mas é de longe menos aparente que as marcas que o Hunter tem, principalmente em seus pés.


    Outra coisa que achei muito bizarro no Hunter é o tamanho do boneco. Sabemos que o Hunter é maior que um humano normal, sim, pois dá para ver isso nos jogos, mas, o seu tamanho está totalmente desproporcional ao que realmente deveria ser. Fizeram ele como um Super Sized Pop, ou seja fizeram ele do mesmo tamanho que o Tyrant!


    Se levarmos em consideração que ele está com as pernas dobradas, dá para dizer que o Hunter seria fácil muito mais alto que o Tyrant, se ele ficasse com as pernas retas! Desde quanto o Hunter é um ser tão gigante assim? Falarem que o motivo do Nemesis não ser gigante é porque ele é menor que o Tyrant, até dá para entender, mas enquanto ao Hunter? Como ele pode ser Maior que todos os outros de Resident Evil? 
   A única explicação que consigo pensar para isso é dizer que fizeram ele assim para ser um diferencial a mais, pois ele é um exclusivo da Gamestop e tudo mais. Mesmo assim, deveriam ter dado outro diferencial para ele, como brilhar no escuro ou uma caixa estilizada com sangue igual a de outros exclusivos, ou até mesmo terem escolhido o Nemesis como exclusivo da Gamestop, para que ele ganhasse uma versão Super Sized, e, não fazer um Hunter maior que os chefes principais dos jogos! Chega a ser ridículo deixar ele do lado do Nemesis, pois para quem não conhece Resident Evil é mais fácil achar que o Hunter é um dos chefes do jogo, e, que o Nemesis é só um inimigo normal, pois, levando em conta a diferença de tamanho entre eles é mesmo fácil pensar isso.


    Apesar disso, o Hunter é um dos personagens mais legais da coleção, sim! Dá para colocá-lo facilmente entre os três melhores da coleção (pelo menos na minha lista de top três ele está). Se você comprou todos os outros, menos o Hunter, porque não sabia se ele realmente valia a pena, eu digo para você, compre-o sem medo, e que, vale a pena dar uma chance a esse réptil-humanoide fofinho e tê-lo na coleção. Claro, que só vale a pena se você tiver a oportunidade de achá-lo a um preço razoavelmente pagável de Super Sized Pop e não aqueles valores absurdos de mais de 200 reais que é cobrado em alguns lugares por ele.


    Falando agora no geral a coleção inteira é bacana! Eles literalmente foram feitos de fãs para fãs pela Funko Toys. Todos os personagens estão muito bem detalhados, foram fielmente retratados na suas versões cabeçudas e a escolha de personagens para a coleção foi boa e combina com a temática "Resident Evil Anniversary" que está na caixa dos Pops, pois todos os personagens escolhidos remetem desde os nostálgicos clássicos de Playstation 1 até os jogos mais moderninhos como Resident Evil 4 de Playstation 2, abordando assim toda a era de ouro da franquia Resident Evil.   


    Se você puder ter todos na sua coleção, eu diria que sim, vale muito a pena comprar todos! Porém, caso não possa, tanto por falta de dinheiro quanto por falta de interesse de ter todos, eu diria que ao menos ter o Tyrant, Nemesis e algum dos heróis é algo obrigatório para quem gosta de Resident Evil e de Funkos Pop.
   Na minha opinião, os três melhores desta coleção foram, em primeiro lugar disparado o Nemesis, Seguido do Tyrant em segundo lugar e do Hunter ocupando o terceiro lugar. E se fosse para ter um quarto lugar, acabaria dando ele para o Licker, então, me desculpem Leon e Jill, comigo vocês dois não têm como competir com esses monstrões malvadoes e fofinhos!
  Agora só resta esperar para ver se com o tempo a Funko lançara novos bonecos da franquia, pois, creio que certamente muitos gostariam de ver versões cabeçudas do Albert Wesker, Claire Redfield, Mr. X, Regenerator, ou, até quem sabe uma certa família Baker de um certo jogo de terror que saiu no começo do ano.

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